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Publicado em 14 set.. 2026

O custo invisível de desenvolver produtos sem validar o problema

Quando hipóteses internas são tratadas como necessidades comprovadas, recursos podem ser consumidos por soluções que não encontram adoção nem produzem o impacto esperado. Conheça o Product Discovery e suas técnicas para validar problemas e previnir que recursos de sua empresa sejam jogados fora no desenho de novas soluções.  

Design & Agilidade
O custo invisível de desenvolver produtos sem validar o problema

A maior parte das empresas acompanha o custo de desenvolver produtos digitais. Horas de profissionais, fornecedores, infraestrutura, licenças, prazo, escopo e orçamento fazem parte dos mecanismos tradicionais de gestão. Esses indicadores ajudam a verificar se uma iniciativa está sendo executada de acordo com o planejado, mas não respondem a uma pergunta anterior: o problema escolhido justificava o investimento? 

Uma organização pode entregar uma funcionalidade dentro do prazo e do orçamento e, ainda assim, fazer um investimento ruim. A execução pode ser eficiente, a tecnologia pode funcionar e a experiência pode atender aos padrões estabelecidos. Se a solução não tratar uma necessidade relevante, não for adotada pelo público esperado ou não alterar um resultado importante para o negócio, a eficiência de entrega terá apenas reduzido o tempo necessário para materializar uma decisão equivocada. 

Esse risco se torna mais relevante à medida que empresas ampliam seus portfólios digitais. Cada nova iniciativa compete por profissionais especializados, atenção das lideranças, capacidade tecnológica e orçamento. 

Desenvolver uma solução de baixo valor não consome apenas os recursos registrados no projeto. Também ocupa a capacidade que poderia ser direcionada a problemas mais relevantes. 

Validar o problema antes de assumir compromissos elevados não elimina a incerteza. Também não garante o sucesso de um produto. Sua função é produzir evidências suficientes para que a organização decida se deve investir, mudar o recorte, realizar um experimento adicional ou interromper a iniciativa. Essa é a contribuição de Product Discovery para o retorno sobre investimentos digitais: reduzir a probabilidade de financiar respostas sofisticadas para perguntas que ainda não foram bem formuladas.

 

Quando uma hipótese interna se transforma em compromisso financeiro

Produtos e funcionalidades raramente surgem sem uma justificativa. Em geral, existe uma história aparentemente coerente por trás da decisão. Uma área comercial relata pedidos de clientes. Uma liderança identifica uma oportunidade. Um concorrente lança um recurso. Uma pesquisa aponta uma tendência. Uma unidade de negócio solicita uma automação. Uma equipe observa determinada dificuldade durante a jornada do usuário. 

Todos esses sinais podem ser relevantes, mas nenhum deles comprova, isoladamente, que há um problema prioritário, recorrente e economicamente significativo. 

Considere um cenário hipotético, onde uma empresa de serviços recebe solicitações para criar um aplicativo destinado ao acompanhamento de atendimentos. A proposta parece razoável: clientes desejam mais transparência, o aplicativo pode reduzir contatos com a central e concorrentes já oferecem experiências semelhantes. A iniciativa recebe orçamento, entra no portfólio e mobiliza profissionais de produto, design, engenharia, segurança e operações. 

Depois do lançamento, a adesão é baixa. A primeira interpretação pode ser que faltou divulgação ou que a interface precisa ser melhorada. Novos investimentos são aprovados para campanhas, notificações e reformulação da experiência. Somente mais tarde a empresa identifica que a maioria dos clientes não precisava acompanhar continuamente o atendimento. O problema principal era a falta de previsibilidade sobre a data de resolução, algo que talvez pudesse ser tratado por comunicações mais claras em canais existentes. 

O problema não estava necessariamente na qualidade do aplicativo. Estava na sequência da decisão. A organização comprometeu recursos com uma solução antes de compreender a necessidade, a frequência com que ela ocorria, o contexto em que se manifestava e o comportamento que precisaria mudar para gerar valor. 

Pedidos de clientes também precisam ser interpretados com cautela. Usuários são fontes essenciais para compreender dificuldades, objetivos e contextos, mas a solução solicitada por eles representa uma possibilidade, não uma especificação definitiva. Da mesma forma, demandas internas podem revelar oportunidades legítimas, mas podem estar influenciadas por metas locais, casos excepcionais ou limitações de processos que deveriam ser investigadas antes de serem digitalizadas. 

O papel da evidência é evitar que uma narrativa plausível seja confundida com uma oportunidade comprovada. 

 

O efeito multiplicador de um problema mal compreendido

O custo de uma decisão de produto não se limita ao orçamento inicial de desenvolvimento. Quando o problema foi mal compreendido, seus efeitos podem se propagar pelo ciclo de vida da solução. 

O primeiro impacto aparece na alocação de capacidade. Produtos digitais exigem competências que normalmente são escassas. Profissionais de engenharia, arquitetura, experiência, dados, segurança e operações deixam de atuar em outras prioridades. Mesmo que a iniciativa seja interrompida, o tempo consumido não pode ser recuperado. 

O segundo impacto está no custo de oportunidade. Ao escolher uma iniciativa, a organização adia ou abandona outras. Por isso, a pergunta relevante não é apenas “quanto custou desenvolver?”, mas também “qual oportunidade deixou de ser aproveitada enquanto essa solução ocupava a capacidade disponível?”. Esse custo raramente aparece de forma explícita nos relatórios financeiros, embora possa ser maior do que o orçamento registrado no projeto. 

O terceiro surge após o lançamento. Uma solução passa a demandar monitoramento, suporte, manutenção, atualizações de segurança, compatibilidade técnica, documentação e atendimento aos usuários. Mesmo com baixa adoção, ela pode permanecer no ambiente tecnológico por anos, pois descontinuá-la exige decisão, comunicação e, em alguns casos, migração. 

Há ainda um efeito sobre a complexidade organizacional. Cada produto, fluxo ou funcionalidade adicionada ao ecossistema aumenta o número de dependências que precisa ser administrado. Uma entrega de baixo valor pode gerar integrações, regras de negócio, dados, permissões e exceções que tornam mudanças futuras mais lentas e caras. 

Por fim, existe o custo das tentativas de compensação. Quando uma solução não alcança as metas, a primeira reação costuma ser investir mais: criar novas funcionalidades, reformular a interface, intensificar a comunicação ou oferecer incentivos à adoção. Essas ações podem ser adequadas quando há evidências de valor e o obstáculo está na experiência, na distribuição ou na operação. Sem um diagnóstico, porém, elas também podem ampliar a exposição a uma premissa inicial incorreta. 

Um problema mal validado funciona como um erro de direção. Quanto mais a organização avança sem revisar a rota, maior tende a ser o custo para retornar, corrigir o destino ou admitir que a viagem não deveria ter começado.

 

Baixa adoção é um sintoma, não um diagnóstico

A falta de validação do problema costuma se tornar visível somente depois do lançamento. Baixa adoção, abandono, conversão insuficiente, pouco uso recorrente e retorno abaixo do esperado indicam que a proposta inicial não se confirmou integralmente. No entanto, esses sintomas não explicam, por si mesmos, o que aconteceu. 

Um produto pode ter baixa adoção porque resolve um problema pouco relevante. Também pode enfrentar dificuldades porque o público não conhece a solução, não confia nela, não consegue acessá-la, considera o esforço de mudança elevado ou encontra uma experiência inadequada. Em outros casos, a solução gera valor para os usuários, mas seu modelo econômico não é sustentável. 

A distinção importa porque cada causa exige uma decisão diferente. Problemas de usabilidade podem ser tratados com ajustes na experiência. Barreiras de distribuição podem exigir mudanças nos canais. Falta de confiança pode demandar transparência, segurança ou comunicação. A ausência de uma necessidade relevante, por outro lado, dificilmente será corrigida pela inclusão contínua de funcionalidades. 

Por isso, métricas de entrega não devem ser confundidas com métricas de resultado. Quantidade de funcionalidades, frequência de releases, velocidade da equipe e percentual de conclusão do roadmap ajudam a analisar a execução. Elas não demonstram que o produto criou valor. 

Para uma liderança, a questão principal é a mudança que o investimento deveria produzir. O produto deveria reduzir o tempo de atendimento? Aumentar a conversão? Diminuir erros? Melhorar retenção? Ampliar receita? Reduzir exposição a risco? Elevar a satisfação em uma etapa crítica? Sem uma relação clara entre o problema, o comportamento esperado e o resultado de negócio, torna-se difícil diferenciar atividade de impacto. 

Isso não significa que todo produto precise apresentar retorno financeiro direto e imediato. Algumas iniciativas sustentam conformidade, segurança, continuidade, aprendizagem estratégica ou capacidades necessárias a resultados futuros. Mesmo nesses casos, a decisão precisa explicitar qual risco está sendo reduzido, qual capacidade está sendo construída ou qual hipótese será esclarecida. 

 

O que significa validar um problema

Validar um problema não significa provar matematicamente que uma iniciativa terá sucesso. Produtos digitais operam em ambientes com incertezas relacionadas a comportamento, mercado, tecnologia, operação e estratégia. Nenhuma pesquisa elimina completamente esses fatores. 

A validação busca responder se existem evidências suficientes de que determinado público enfrenta uma dificuldade relevante, em um contexto compreendido, com frequência ou intensidade capaz de justificar atenção. Também procura estabelecer se resolver essa dificuldade pode contribuir para um resultado importante para a organização. 

Essa análise envolve algumas dimensões: 

  • Existência do problema. Há evidências observáveis além de opiniões ou relatos isolados? Isso pode ser investigado por pesquisa com usuários, análise de dados, observação de jornadas, chamados de suporte, comportamento de uso e indicadores operacionais. 
  • Relevância. Nem toda dificuldade merece um produto. O problema precisa ser significativo o bastante para motivar uma mudança de comportamento, justificar um investimento ou reduzir um risco relevante. 
  • Recorrência e o alcance. Um problema frequente para um público específico pode ser mais importante do que uma dificuldade superficial enfrentada por muitas pessoas. A análise precisa considerar intensidade, frequência, segmentos afetados e consequências. 
  • Conexão com o negócio. Mesmo um problema real pode não estar alinhado à estratégia, às capacidades ou ao modelo econômico da empresa. Compreender usuários não substitui a decisão de negócio. Oferece melhores elementos para realizá-la. 
  • Possibilidade de intervenção. O problema pode existir, ser importante e estar alinhado à estratégia, mas a organização talvez não tenha condições de resolvê-lo de maneira viável, segura ou sustentável. 

Validar o problema, portanto, não corresponde a perguntar aos usuários se gostam de uma ideia pronta. Quando a conversa começa pela solução, há maior risco de buscar aprovação para uma decisão já tomada. A investigação precisa compreender comportamentos atuais, dificuldades, alternativas utilizadas, consequências e critérios de escolha. 

 

Product Discovery como mecanismo de redução de risco

Product Discovery pode ser entendido como o processo de transformar incertezas relevantes em aprendizagem útil para a tomada de decisão. Isso pode envolver pesquisa, análise de dados, entrevistas, observação, protótipos e experimentos. Para a liderança, porém, o valor não está na adoção de uma técnica específica. Está na capacidade de testar premissas antes de ampliar o investimento. 

Essa lógica se aproxima da forma como decisões são tomadas em outros contextos de capital. Uma organização não deveria comprometer todo o orçamento de uma iniciativa quando as perguntas mais fundamentais ainda não foram respondidas. À medida que as evidências aumentam, novos níveis de investimento podem ser autorizados. Quando elas contradizem a hipótese inicial, torna-se possível ajustar ou interromper a iniciativa com exposição menor. 

O princípio é semelhante a um estudo de terreno realizado antes da construção de um edifício. O estudo não garante que a obra será concluída no prazo nem elimina todos os riscos de engenharia. Ele reduz a probabilidade de projetar uma estrutura sem compreender as condições sobre as quais ela será construída. Corrigir uma premissa de fundação depois que vários andares foram erguidos tende a ser mais difícil e caro. 

No contexto de produtos, as condições do terreno incluem necessidades dos usuários, comportamentos atuais, restrições operacionais, alternativas disponíveis, disposição para mudar e conexão com objetivos de negócio. 

A descoberta também não precisa ser tratada como uma fase longa e separada da entrega. Em mercados dinâmicos, evidências envelhecem, comportamentos mudam e novos riscos surgem. A perspectiva de continuous discovery, ou descoberta contínua, reconhece que aprender sobre problemas e avaliar resultados precisa acompanhar a evolução do produto. 

Isso evita dois extremos. O primeiro é desenvolver com pouca investigação, assumindo riscos que poderiam ser reduzidos. O segundo é prolongar a análise indefinidamente em busca de certeza. Uma Discovery eficaz deve ser proporcional à magnitude da decisão, ao custo de reversão, à novidade da iniciativa e ao nível de incerteza. 

Uma alteração pequena, reversível e de baixo risco pode justificar uma validação simples. Um novo produto, uma mudança estrutural na jornada ou uma plataforma corporativa tende a exigir evidências mais robustas. 

 

As perguntas que devem anteceder compromissos relevantes

Antes de aprovar um investimento significativo, as lideranças podem avaliar a qualidade da tese de produto por meio de algumas perguntas: 

  1. Qual problema está sendo resolvido e para quem?
    A resposta deve descrever uma necessidade ou dificuldade, não apenas a funcionalidade que será construída.
  2. Quais evidências demonstram que o problema existe?
    Opiniões de especialistas e stakeholders podem iniciar a investigação, mas devem ser complementadas por dados, observações ou contato com o público afetado.
  3. Qual é a relevância do problema?
    É necessário compreender frequência, intensidade, alcance e consequências, evitando transformar inconvenientes pontuais em grandes iniciativas.
  4. Como a resolução contribuirá para o negócio?
    A relação pode envolver receita, retenção, eficiência, experiência, segurança, conformidade, continuidade ou desenvolvimento de uma capacidade estratégica.
  5. Que comportamento ou condição deverá mudar?
    A clareza sobre a mudança esperada ajuda a definir indicadores de resultado e a avaliar se a solução produz valor.
  6. Quais premissas representam maior risco?
    Usuários podem não reconhecer valor, a solução pode não ser viável ou o modelo pode não ser sustentável. A Discovery deve priorizar as incertezas que podem invalidar o investimento.
  7. Qual é a menor iniciativa capaz de produzir aprendizagem confiável?
    Nem toda hipótese exige um produto completo. Protótipos, testes controlados, pilotos ou mudanças em processos existentes podem oferecer evidências antes de compromissos maiores.
  8. Quais evidências justificariam continuar, mudar ou interromper?
    Definir critérios previamente reduz a tendência de reinterpretar resultados negativos apenas para preservar uma decisão já tomada.

As respostas não precisam formar um documento extenso. Devem, contudo, permitir que o fórum decisório diferencie convicção de comprovação, atividade de resultado e oportunidade de preferência interna.

 

Como incorporar evidências à governança de investimentos

O benefício de Product Discovery diminui quando seus aprendizados permanecem restritos às equipes de produto e design. Para influenciar o retorno do portfólio, evidências precisam participar dos mecanismos pelos quais orçamento e prioridades são definidos. 

Isso começa pela forma como iniciativas são apresentadas. Propostas centradas em listas de funcionalidades favorecem discussões sobre escopo antes que o problema esteja entendido. Propostas centradas em resultados tornam explícitos o público, a necessidade, as evidências disponíveis, as premissas críticas e a mudança esperada. 

Os fóruns de investimento também podem separar níveis de compromisso. Em vez de aprovar uma grande solução em uma única decisão, a organização pode financiar primeiro a redução das principais incertezas, depois uma intervenção limitada e, somente diante de sinais consistentes, a expansão. Essa abordagem preserva a possibilidade de revisão sem transformar cada mudança de direção em fracasso político. 

Outro aspecto importante é a gestão do roadmap. Quando ele funciona como uma promessa rígida de funcionalidades, novas evidências têm dificuldade de alterar as prioridades. Quando é orientado por problemas e resultados, equipes mantêm espaço para descobrir qual intervenção pode produzir maior impacto. 

As métricas precisam acompanhar essa mudança. Indicadores de prazo, custo e produtividade continuam necessários, mas devem ser combinados com sinais de adoção, comportamento, qualidade, resultado e aprendizagem. Uma equipe que entrega menos funcionalidades, mas consegue evitar uma iniciativa de baixo valor, pode ter protegido mais recursos do que outra que concluiu integralmente um roadmap pouco conectado às necessidades do mercado. 

Também é necessário criar condições para interromper investimentos. Em muitas organizações, cancelar uma iniciativa é interpretado automaticamente como falha. Essa percepção incentiva equipes a continuar consumindo recursos para justificar despesas anteriores, fenômeno associado ao chamado custo afundado. Custos já incorridos não deveriam determinar investimentos futuros quando as evidências indicam baixo potencial de retorno. 

Interromper cedo uma iniciativa malsucedida não apaga o recurso consumido, mas limita a exposição. Se a decisão for sustentada por aprendizagem válida, ela também pode evitar erros semelhantes em outras partes do portfólio. 

Uma governança orientada por evidências não transfere todas as decisões para dados, nem elimina julgamento executivo. Dados podem ser incompletos, pesquisas podem apresentar limitações e oportunidades estratégicas podem surgir antes de haver séries históricas disponíveis. A mudança está em tornar explícitas as premissas, o nível de confiança e os riscos assumidos. 

 

Validar problemas é proteger investimentos

A falta de validação do problema afeta o retorno dos investimentos em produtos digitais porque amplia a probabilidade de a organização construir soluções que não respondem a necessidades relevantes, não modificam comportamentos e não contribuem para resultados prioritários. 

O prejuízo inclui o orçamento de desenvolvimento, mas não termina nele. Abrange manutenção, suporte, complexidade tecnológica, atenção da liderança e capacidade que deixou de ser aplicada em outras oportunidades. Em alguns casos, soma-se ainda o investimento realizado para estimular artificialmente a adoção de algo cujo valor nunca foi suficientemente demonstrado. 

Product Discovery não oferece uma garantia de sucesso. Seu papel é permitir que decisões relevantes sejam tomadas com melhor qualidade, que compromissos aumentem de forma proporcional às evidências e que iniciativas frágeis possam ser revistas antes de consumirem uma parcela significativa do orçamento. 

Para diretores de Produto, CIOs e lideranças de negócio, a mudança prática consiste em não perguntar apenas se uma solução pode ser construída, quanto custará ou quando será entregue. Antes dessas questões, é necessário compreender se o problema existe, se merece prioridade e quais evidências justificam o investimento. 

Em um ambiente no qual orçamento, tempo e talento são limitados, validar problemas é uma forma de disciplina financeira. Quanto mais cara e difícil de reverter for uma decisão, maior deve ser a qualidade das evidências que a sustentam. 

A discussão pode começar pelo portfólio atual: quais iniciativas estão recebendo investimentos porque há evidências de um problema relevante e quais avançam principalmente porque uma solução já ganhou apoio interno? A diferença entre esses dois grupos pode revelar onde está parte do custo invisível da transformação digital. 

Melhorar o retorno dos investimentos digitais começa por aumentar a qualidade das decisões que antecedem o desenvolvimento. A DB pode apoiar sua organização a incorporar evidências à estratégia de produtos, reduzir incertezas e concentrar recursos em problemas relevantes para clientes e para o negócio. Fale conosco e entenda como podemos contribuir para essa evolução.

Carlos H.

Carlos H.